Colégio Kitabu promove palestra sobre activismo contra a violência

Nos dias 8 e 10 de Maio, o Colégio Kitabu acolheu uma série de palestras subordinadas ao tema “Activismo contra a violência: experiências e práticas de resolução pacífica de conflitos”, ministradas pelos investigadores Milissão Nuvunga e Anastácio Chembeze, especialistas moçambicanos com vasta experiência nas áreas de paz e reconciliação.

As sessões dirigiram-se aos alunos das 9.ª e 10.ª classes e enquadraram-se nas temáticas transversais da disciplina de História, no seguimento da abordagem da I Guerra Mundial no trimestre anterior. Pretendia-se, assim, fomentar a reflexão crítica sobre processos de pacificação e reconciliação pós-conflito, à luz de realidades africanas e moçambicanas contemporâneas.

Segundo o Professor Pedro Manguene, responsável pela disciplina de História nestas turmas, a iniciativa visou contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de paz nas gerações futuras, tendo em conta os desafios históricos e actuais da sociedade moçambicana.

Durante as sessões, Anastácio Chembeze destacou a importância do diálogo como estratégia de resolução de conflitos, alertando para a influência de interesses externos na promoção da instabilidade em África. Sublinhou ainda que “quando não há estruturas iguais, a desigualdade prevalece e os conflitos ganham espaço”.

Por seu turno, Milissão Nuvunga, Director Executivo do Centro de Estudos de Paz, Conflitos e Bem-Estar (CEPCB), chamou a atenção para a violência estrutural, aquela exercida de forma invisível pelas instituições do Estado, ao privarem os cidadãos do acesso equitativo aos recursos. “Esta é a forma mais perigosa de violência e está na origem de muitos conflitos sociais e políticos no país”, afirmou.

A actividade foi bem acolhida pela comunidade escolar, proporcionando momentos de aprendizagem significativa e reflexão sobre o papel dos jovens na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

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