Kitabu exalta África e apela ao levantar-se para o desenvolvimento

A comunidade escolar do Colégio Kitabu realizou um conjunto de actividades alusivas ao Dia de África, assinalado no dia 25 de Maio. A celebração consistiu em vestir-se, dançar e cantar como africano, bem como exaltar os aspectos positivos e apontar os negativos, por isso não faltou o poema surge et ambula” (levante-se e ande).

A celebração da efeméride foi antecipada para o dia 24 de Maio (sexta-feira), por o próprio Dia de África ter coincidido com um sábado. E, naquele dia, os alunos, orientados pelos professores, é que comandaram as aulas, em grande. Notou-se, na prática, a teoria bebida mormente nas aulas de História, mostrando, os alunos, que conhecem, e bem, as vicissitudes do seu continente, tanto que, no lugar do uniforme habitual, tinham usado trajes de quase todos os países africanos.

No referido palco, começou-se com a entoação, com o apoio da flauta, do Hino de África no lugar do Hino Nacional e, nos intervalos maiores, os alunos representaram a essência do africano na sua imensa diversidade. Partiu-se dos seus hábitos e costumes, desde o período antes da colonização, chegada dos colonos, luta pela independência até ao seu alcance. Em dança e canto dramatizados, os ChapterK (os finalistas) mostraram que houve muito sangue derramado desde as lutas de conquista até às de libertação da terra e do Homem.

Foi por esta ocasião que os alunos da 10a classe entraram na onda e levantaram os desafios enfrentados pelo continente africano, que se resumem na prevalência da pobreza extrema ainda em muitos países. Nesse momento, reforçou-se, em forma de declamação, o apelo feito no poema surge et ambula, da autoria Rui de Noronha. Agora, a ideia é que, como já está em pé, o continente ande rumo ao desenvolvimento efectivo.

Os alunos, não só se limitaram às obras artísticas de outrem, como também criaram as suas e/ou as adaptaram nas já existentes, como a exposição com informações sobre África de toda índole e fotos de grandes personalidades africanas. Houve, ainda, o desfile com bandeiras de alguns países africanos e seus trajes típicos. E a encerrar o evento, toda a comunidade escolar tirou os pés do chão com a dança da família e a respirar a africanidade.

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