Falar sempre e pedir ajuda é a melhor solução
Esta é a conclusão a que chegaram os alunos do Colégio Kitabu após realizarem uma série de actividades alusivas ao Setembro Amarelo. Tais foram a produção e fixação de cartazes afins, montagem de uma árvore de esperança, colagem de balões amarelos no pátio do Colégio, realização de um ciclo de palestras e uso de camisetas/camisas amarelas pela comunidade escolar.
Todas estas actividades tinham um objectivo comum – levar a comunidade escolar à reflexão sobre doenças/distúrbios mentais, com maior incidência o suicídio. Tal era necessário, já que, segundo as palestrantes, “o suicídio é uma preocupação geral, na medida em que tende a afectar adolescentes e jovens, pelo que é oportuno falarmos com eles para consciencializá-los a saber lidar com o seu ´eu´”. E o testemunhodos alunos revela que se alcançou esse intento.
Taíla Sumbana (9ª B): “Por via dos cartazes aqui colados sobre Setembro Amarelo, pude lembrar-me de que a vida é um valor do qual não se pode alienar por mero capricho. Mostram, igualmente, que a vida é uma vez, por isso até podemos perder e recuperar tudo, mas não a vida.”
Khensani Sobrinho (11ª B4): “Impactaram-me mais os balões, não só por me lembrarem da minha infância, como também por nos chamarem à reflexão sobre sentimentos positivos. A ideia da árvore foi criativa e impactante, pois as mensagens apelativas e motivadoras aí constantes são nossas – isso é nosso, por isso orgulhemo-nos”.
Relativamente às palestras, orientadas por seis psicólogas da Direcção Distrital de Saúde de Kampfumu, da Cidade de Maputo, os alunos dizem terem tido um grande impacto.
Alessio Gonçalves (12ª B1): “Esta palestra foi muito dinâmica, envolvente e mais impactante. As psicólogas conseguiram fazer com que todos nós prestássemos atenção, participássemos e aprendêssemos a controlar o nosso íntimo”.
Firmino Inguane (7ª B): “Além da palestra em si, com muito conhecimento que adquirimos, o que me marcou mais foi o último momento em que nos endereçámos palavras positivas e elogiosas. Parece nada, mas, quando dizemos ao outro o quão é especial, muda tudo e para o melhor.”
E, para finalizar, “nós, da 10ª C, tirámos a lição e a ilação de que, em tudo, falar sempre e pedir ajuda é a melhor solução, por isso vamo-nos amar mais, fiquemos mais juntos, conversemos sempre, que assim preveniremos o suicídio que tem aumentado por causa do silêncio, aliado aos julgamentos, da falta de empatia e de amor na nossa sociedade, em geral. Temos de transmitir um ao outro a verdade de que tudo passa, tudo tem solução, e tirar a própria vida nunca o será”.




