Colégio Kitabu diz “não às drogas” pelos adolescentes e jovens
O Projecto Cidadania realizou, nos dias 07 e 09 de Agosto, um ciclo de palestras sobre os riscos associados ao consumo de drogas pelos adolescentes e jovens. O evento, orientado pelos alunos membros do Núcleo dos Estudantes do Colégio Kitabu (NECK) e Comunidade dos Alcoólicos e Narcóticos Anónimos de Moçambique, abrangeu quase toda a comunidade escolar que, no fim, rematou: “Não às drogas”.
Depois da palestra, todas as turmas foram unânimes em afirmar que “foi interessante e útil, por dois motivos: primeiro porque adquirimos dos nossos colegas do NECK, usando uma linguagem dos jovens, mais informações úteis sobre as drogas; segundo porque vimos e ouvimos experiências, na primeira pessoa, das pessoas adictas (que têm o vício às drogas como doença) sobre as consequências negativas dos estupefacientes nas suas vidas, apelando-nos ao não consumo, nem experimentação, e ao apoio das pessoas nesse mundo e que não conseguem sair. Impactante ainda é o trabalho de voluntariado que esta comunidade faz em apoiar os outros na mesma condição”. E, não menos importante, “gostámos do canto e da dança proporcionados pela Banda do Colégio e pelo grupo Kelson e as Poderosas”.
A seguir, leiamos excertos das palavras de alguns alunos na primeira pessoa, sobre a referida palestra.
Nahill Calú: “Aprendi que a adição é uma doença muito perigosa e não só abrange as drogas, mas também outras coisas, como os jogos de azar”.
Yumara Banze: “Aprendi que não devo deixar os meus traumas conduzir-me para o caminho das drogas, mas pedir ajuda e tentar melhorar”.
India Filipe: “Aprendi que droga é toda e qualquer substância natural ou sintética que modifica as funções do organismo. As drogas podem fazer com que eu faça coisas feias e irreversíveis”.
Edna Foi: “Aprendi que não posso deixar pessoas próximas, como amigos e familiares, a influenciar-me a andar pelo caminho das drogas”.
Kienda Gomes: “Aprendi que drogas não só são cocaína, suruma… podem ser comprimidos, refrigerantes, tudo que faz mal, que adiciona algo difícil de desfazer”.
Kaynara Ranchol: “Devemos evitar as drogas o máximo possível. Não podemos obrigar os adictos a parar de consumir, mas sim aconselhá-los e apoiá-los para isso”.
Suelen Mahota: “Quem mais sofre com a nossa adição ou vícios são os nossos familiares, pagam pelos nossos prejuízos e ficam desgastados”.
Effie Ubisse: “Percebi que um adicto não é um caso perdido nem um monstro. Não é porque uma vez foi viciado em drogas que ele não pode mudar, só precisa de apoio dos outros”.
Por fim, os alunos finalistas deixaram um apelo: “É necessária a continuação do Projecto Cidadania, pois tem tido um grande impacto na vida de nós, os alunos, para a formação de uma sociedade cada vez melhor”.






